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CAPI MULHER: Mais de mil mulheres buscaram a Defensoria em 2025 para resolver questões familiares após violência

Guarda, pensão e divórcio foram as demandas mais comuns, com apoio psicológico

Publicada em 28/03/26 às 11:39h - 33 visualizações

por Ascom/DPE-RR


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Em até 48 horas, a assistida já recebe o número do processo e sabe quem vai acompanhar o caso  (Foto: Ascom/DPE-RR)
Mais de mil mulheres vítimas de violência procuraram a Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR) em 2025. Elas buscaram resolver situações que vão além das medidas protetivas. Foram 1.044 atendimentos feitos pela CAPI Especializada da Mulher. O setor atua de forma integrada à Defensoria Especializada de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (DEPDDM), com demandas familiares, psicológicas e pessoais que surgem após uma ação judicial em situações de violência.

O número é maior que o registrado em 2024, quando houve 987 atendimentos. Na prática, são mulheres que, além da proteção contra o agressor, precisam reorganizar a vida após a violência, como separação, guarda dos filhos, pensão alimentícia e questões patrimoniais.

Dos atendimentos, 546 resultaram em ações judiciais. Outros 328 foram encerrados após orientação, quando a própria mulher decidiu como seguir. Enquanto as medidas protetivas tratam da urgência da violência, a CAPI acompanha o que vem depois, evitando que a mulher precise procurar vários serviços diferentes.

“A CAPI Especializada da Mulher atua tanto nas medidas protetivas quanto nas ações de família. Isso evita que a mulher precise se deslocar para outros locais. É um espaço pensado para acolher e facilitar o acesso aos direitos”, afirmou a servidora da DPE, Íris da Silva.

Entre as principais demandas estão divórcio, guarda, pensão alimentícia, reconhecimento e dissolução de união estável, entre outros serviços, sempre considerando o contexto de violência.

“Nosso objetivo é garantir rapidez no atendimento, mas principalmente acolhimento. Em até 48 horas, a assistida já recebe o número do processo e sabe quem vai acompanhar o caso”, disse Íris.

O atendimento também inclui suporte psicológico. Muitas mulheres chegam emocionalmente abaladas e precisam de escuta. “O serviço de psicologia faz esse primeiro acolhimento, com escuta qualificada, orientação e, quando necessário, encaminhamento para a rede de saúde”, explicou o psicólogo da DPE-RR, Ed Luiz Briglia.

ATENDIMENTO

A Defensoria Especializada de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher funciona no prédio da Casa da Mulher Brasileira, na Rua Uraricoera, 919, bairro São Vicente. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. Também é possível buscar atendimento virtual pelo WhatsApp: (95) 2121-0264.



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